Homem é morto a tiros pelo vizinho por causa de obra de reboco em muro: ‘Faltava só um quadradinho’, diz amigo
Homem é morto a tiros pelo vizinho por causa de obra de reboco em muro "Faltava só um quadradinho". Foi assim que um amigo de Aristóteles Onassis Tufaile, de 47 anos, descreveu o que restava para concluir o muro que separa a casa da vítima da propriedade do vizinho Manoel Paulo Cardoso, suspeito de matá-lo a tiros na noite de terça-feira (20), em Campo Grande. Manoel tentou fugir após o crime, mas sofreu um acidente de trânsito e foi preso pela Polícia Militar. Vizinho mata homem e deixa filho ferido após briga por reforma Na manhã desta quarta-feira (21), a equipe do g1 esteve no local, na Vila São Jorge da Lagoa, e encontrou o muro quase pronto. De um lado fica a casa de dois andares de Aristóteles. Do outro, a resiência do suspeito. Na quinta-feira (22), o g1 conseguiu contato com a defesa de Manoel Paulo Cardoso. Os advogados afirmaram que os conflitos entre os vizinhos duravam meses e que as circunstâncias do crime ainda precisam ser esclarecidas. A defesa também apontou divergências nas informações divulgadas e disse que Manoel apresentará sua versão à Justiça. Leia a nota da defesa na íntegra ao final da reportagem. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MS no WhatsApp Muito emocionado, o amigo preferiu não se identificar. Ele lembrou de Aristóteles como uma pessoa tranquila, que não gostava de confusão, e disse não conseguir entender o motivo do crime. Contou que soube pelos jornais que o desentendimento teria relação com a obra e mostrou o pequeno trecho que ainda faltava para terminar o muro. Segundo a viúva, Aristóteles e o filho, de 23 anos, consertavam uma calha quando o vizinho reclamou que pedras haviam caído na propriedade dele e quebrado uma telha. Ela contou que o homem chegou a dizer que mostraria "como um homem resolve isso" e voltou pouco depois com uma arma. Aristóteles morreu após levar um tiro na cabeça. O filho foi atingido em diferentes partes do corpo e permanece internado em coma induzido na Santa Casa. A viúva negou que houvesse brigas anteriores e afirmou que a relação entre os vizinhos era boa. Muro estava quase todo rebocado no local do crime Reprodução Segundo a Polícia Militar, Manoel confessou ter atirado contra pai e filho, mas alegou que havia sido ofendido e atingido por pedras e pedaços de madeira. Ele afirmou que usou a arma porque temia pela própria segurança. Após os disparos, Manoel fugiu de carro, mas sofreu um acidente na Rua Marechal Floriano. Uma equipe da 10ª Companhia Independente da Polícia Militar o prendeu. A Polícia Civil investiga as circunstâncias do crime. Veja a nota da defesa na íntegra "A defesa de Manoel Paulo Cardoso, a cargo dos advogados Dr. Wilson Paes Neto e Dr. Luiggi Ramos da Costa, vem a público esclarecer o seguinte. Inicialmente, a defesa manifesta seu respeito e solidariedade à família de Aristóteles Onassis Tufaile, cuja dor é legítima e merece consideração. Também deseja a pronta recuperação de seu filho. Manoel é um homem de 66 anos, aposentado, que jamais respondeu a qualquer processo criminal. Os registros oficiais juntados ao próprio auto de prisão em flagrante confirmam essa condição. Após os fatos, colaborou com a polícia e indicou espontaneamente onde estava a arma. Os fatos ocorreram em um contexto de conflitos de vizinhança que já se arrastavam havia meses. Esse contexto ainda não foi esclarecido e não se resume à versão que vem sendo divulgada. As próprias informações publicadas até agora apresentam divergências entre si e em relação aos documentos oficiais. Por orientação da defesa, Manoel exerceu seu direito constitucional ao silêncio na delegacia. Ele apresentará sua versão perante o Poder Judiciário, no momento processual adequado. A defesa acompanhará a produção de todas as provas, incluindo perícias e registros de áudio e vídeo eventualmente existentes, para que os fatos sejam apurados com fidelidade. Por se tratar de caso que poderá ser submetido ao Tribunal do Júri, a defesa pede cautela na divulgação de versões ainda não confirmadas. Também lembra que a Constituição assegura a todo cidadão a presunção de inocência até o julgamento definitivo. A defesa confia na Justiça e permanece à disposição da imprensa." Veja mais vídeos do Mato Grosso do Sul:
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